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Carvalhas

NOME CIENTÍFICO

Potamogeton crispus

HABITAT

Apresenta uma distribuição ecológica ampla, ocorrendo em diferentes tipos de massas de água doce e salobra, nomeadamente:

  • Charcos e lagoas;

  • Lagos e albufeiras;

  • Rios, ribeiras e canais;

  • Pântanos e outras zonas húmidas;

  • Nascentes e estuários.

Prefere geralmente águas alcalinas, calcárias e ricas em nutrientes, tolerando ambientes eutróficos e locais sujeitos a perturbação ou poluição. Consegue desenvolver-se em diferentes tipos de sedimento, desde areia e gravilha até lodos e argilas.

É uma espécie adaptada a temperaturas baixas e a condições de luminosidade reduzida. Ocorre frequentemente em águas com cerca de 1–3 m de profundidade, embora possa ser encontrada a profundidades superiores, dependendo da transparência da água e das condições locais.

FENOLOGIA

Ao contrário de muitas plantas aquáticas que atingem o máximo desenvolvimento no verão, esta espécie cresce ativamente durante os meses frios. As folhas produzidas durante o inverno são geralmente mais estreitas, achatadas e azul-esverdeadas do que as formas de crescimento da primavera e do verão.

DISTRIBUIÇÃO

O Potamogeton crispus apresenta uma distribuição muito ampla, ocorrendo em várias regiões do mundo. Invasora na América do Norte.

Em Portugal distribui-se de norte a sul.

Descrição

Família: Potamogetonaceae

Planta herbácea aquática, totalmente submersa, que pode ultrapassar os 4 m de comprimento. Apresenta caules achatados, com poucos ramos, e folhas alternas, sésseis e estreitas, de forma oblonga a linear, geralmente com 1–10 cm de comprimento e 4–10 mm de largura.

As folhas são verdes, por vezes com tonalidades avermelhadas, e distinguem-se pelas margens finamente serradas e pela superfície ondulada, que lhes confere um aspeto enrugado. Apresentam uma nervura central bem marcada e ápice arredondado.
As flores são pequenas, de tonalidade esverdeada a castanho-avermelhada, agrupadas em espigas que emergem acima da superfície da água. Os frutos são pequenos e produzem sementes, embora estas tenham geralmente pouca importância na regeneração natural da espécie.

A planta desenvolve também rizomas e estruturas vegetativas endurecidas, chamadas turíões, semelhantes a pequenos botões compactos, que permitem a propagação e a sobrevivência sazonal.

Curiosidades

A sua tolerância a ambientes degradados torna-a potencialmente útil em projetos de revegetação e recuperação de massas de água, embora a sua utilização deva considerar as características ecológicas do local e a dinâmica da comunidade vegetal.