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Pulga-d’Água

NOME CIENTÍFICO

Daphnia magna

DIMENSÕES

As fêmeas podem atingir cerca de 5 mm de comprimento, enquanto os machos atingem aproximadamente 2 mm, sendo uma das maiores espécies do género Daphnia.

HABITAT

Habita uma grande variedade de ambientes aquáticos lênticos, incluindo lagos, charcos pouco profundos, pequenas lagoas, valas, reservatórios e depressões rochosas costeiras temporárias. Prefere frequentemente águas ricas em matéria orgânica e sedimentos.
Ocorre tanto em água doce como em água salobra, tolerando salinidades superiores às suportadas por muitas outras espécies do género. Pode viver em massas de água sujeitas a secagem sazonal.

COMPORTAMENTO

Desloca-se através de movimentos das segundas antenas, realizando pequenos impulsos seguidos de afundamento, comportamento que está na origem da designação comum de «pulga-de-água».
Pode efetuar migrações verticais diárias, permanecendo nas camadas mais profundas e escuras durante o dia e deslocando-se para as camadas superficiais durante a noite. Este comportamento permite reduzir a exposição a predadores visuais, como os peixes. Também pode realizar migrações horizontais entre a vegetação submersa e as águas abertas.

CICLO DE VIDA

Apresenta partenogénese cíclica, alternando entre reprodução assexuada e reprodução sexuada, de acordo com as condições ambientais.

  • Reprodução assexuada: em condições favoráveis, as fêmeas produzem ovos diploides sem fecundação, que originam geralmente novas fêmeas. Os ovos desenvolvem-se numa câmara incubadora localizada no corpo da progenitora.

  • Desenvolvimento juvenil: os ovos eclodem na câmara incubadora e os juvenis são libertados alguns dias depois. Passam por cerca de quatro a seis mudas até atingirem a maturidade, geralmente entre 5 e 10 dias.

  • Reprodução sexuada: quando as condições ambientais se tornam desfavoráveis, podem ser produzidos machos e ovos haploides que necessitam de fecundação.

  • Ovos de resistência: os ovos fecundados ficam protegidos numa estrutura resistente denominada efípio, que permite sobreviver a períodos de seca ou congelamento. A eclosão ocorre quando as condições ambientais voltam a ser favoráveis.

ALIMENTAÇÃO

É um organismo filtrador que se alimenta principalmente de partículas em suspensão na coluna de água.

Através dos apêndices torácicos, cria correntes de água que permitem reter partículas alimentares, transportando-as até à boca. A sua alimentação inclui:

  • Algas unicelulares, uma das principais fontes de alimento;

  • Bactérias e outros microrganismos;

  • Detritos orgânicos em suspensão;

  • Perifíton e matéria orgânica associados aos sedimentos e às superfícies submersas.

DISTRIBUIÇÃO

Apresenta uma distribuição ampla no Hemisfério Norte, sobretudo na região holártica, que inclui grande parte da América do Norte, da Europa e do norte da Ásia.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO

Global (IUCN): Espécie não catalogada.

Descrição

Classe: Branchiopoda | Ordem: Anomopoda | Família: Daphniidae

Pequeno crustáceo planctónico de água doce, pertencente à subclasse Phyllopoda e ao grupo dos cladóceros.

O corpo é protegido por uma carapaça transparente de quitina, com uma abertura ventral e cinco pares de apêndices torácicos utilizados na alimentação por filtração. A cabeça apresenta duas antenas e um olho composto de grandes dimensões.

Tem um único olho composto, dois pares de antenas (um par usado para nadar) e apêndices torácicos que geram correntes de água para alimentação e respiração. A espécie apresenta uma forma de feijão e um carapaça bivalve que se prolonga até ao escudo da cabeça, o que ajuda a distingui-la de outras espécies de Daphnia.

Curiosidades

É amplamente utilizada em ensaios ecotoxicológicos para avaliar os efeitos de substâncias químicas e contaminantes nos ecossistemas aquáticos.