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Iscnura Ibero-Magrebina

NOME CIENTÍFICO

Ischnura graellsii

DIMENSÕES

Adultos: têm um comprimento de 26 a 31mm e uma envergadura de 13 a 19mm.

HABITAT

Habita águas paradas como charcos, lagos, lagoas e tanques mas, também, água corrente como rios e ribeiras.

COMPORTAMENTO

A fase aérea pode ser observada entre junho a novembro. Podem ser encontradas agarradas em vegetação marginal de onde os machos iniciam pequenos voos em busca de fêmeas.

CICLO DE VIDA

Durante a fase aquática a ninfa passa por uma série de mudas, durante a qual liberta o exoesqueleto quitinoso (exúvia) antigo e emerge num novo, de maiores dimensões, permitindo o crescimento da ninfa. Para passar ao estado adulto, a ninfa emerge da água, fixa-se à vegetação e surge da última exúvia larvar como um adulto totalmente desenvolvido e adaptado à vida aérea. Este processo pode durar entre cerca de dois a seis meses, podendo fazer mais de dez mudas.

ALIMENTAÇÃO

As larvas e os adultos alimentam-se de insetos, como larvas de mosquitos. As larvas conseguem ser bastantes vorzazes, podendo predar girinos de anfíbios e pequenos peixes.

DISTRIBUIÇÃO

Distribui-se desde o Norte de África até à Península Ibérica e parte dos Pirinéus franceses.

Espécie nativa de Portugal.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO

Global (IUCN): LC (Pouco preocupante).

Descrição

Classe: Insecta | Ordem: Odonata | Família: Coenagrionidae

Os machos possuem o tórax azul ou amarelado, o dorso preto, o abdómen negro na parte superior e alaranjado na parte inferior, tirando o oitavo segmento que é azul. As fêmeas apresentam várias colorações podendo ser igual à dos machos ou verdes, cor-de-laranja ou castanhas.

As larvas aquáticas (ninfas) são alongadas, com seis patas castanhas/esbranquiçadas, podendo esta cor variar. Na extremidade do abdómen podem ser observados três apêndices, as guelras.

Curiosidades

Nesta espécie já foram observados casos de canibalismo sexual, onde a fêmea consome o macho durante ou após a cópula!